UGT-br: Balanças, trem bala e preços

Quantas vezes você já passou por uma balança rodoviária e notou que ela está desativada?

BALANÇAS: quantas vezes você já passou por uma balança rodoviária e notou que ela está desativada? Certamente, muitas vezes. Levantamento realizado pelo Estadão mostrou que, de cada dez postos de pesagem, apenas dois estão funcionando. O excesso de peso é a principal causa das avarias em rodovias, mais do que as intempéries. Isso, sem falar que também é ponderável causa de acidentes. Os estudos revelam que 24% da vida útil do asfalto são comprometidos com o excesso de peso nos caminhões. Como estamos falando do Estado de São Paulo, imagina-se a situação no resto do país. E as ferrovias?

TREM BALA: os argumentos de Mansueto Almeida, pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), contra a construção imediata do trem bala, são irrefutáveis (Tendências/Debates, Folha de São Paulo, 19-02). Para ele, o projeto não é prioridade num país com carência hospitalar e educacional. UGTpress já escreveu sobre o assunto, informando que os gastos com a viabilização do projeto seriam suficientes para dotar toda São Paulo de mais 300 quilômetros de metrô. É inadmissível que um trabalhador tenha que gastar cinco horas por dia em transportes precários para chegar ao trabalho. Isso conspira contra a produtividade no trabalho e a felicidade pessoal do trabalhador. Será que os políticos não enxergam isso? Talvez enxerguem. O pior é o eleitor que não enxerga que as verdadeiras prioridades estão sendo substituídas por obras que poderiam esperar. O Brasil gasta mais com a construção de campos de futebol do que com a construção de escolas.

PREÇOS/INFLAÇÃO À VISTA: a Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) anunciou que as indústrias que trabalham com produtos vinculados ao mercado de commodities estão solicitando variados reajustes em suas tabelas de preços. Como se sabe, o aumento nos preços dos produtos no atacado é garantia de alta futura para o consumidor. Matérias primas do setor petroquímico e produtos agrícolas como açúcar, café e tomate já alcançam novos preços. Esses reajustes forçam a alta de outras mercadorias, que utilizam esses produtos como ingredientes. O governo precisa ser muito eficiente para evitar uma escalada na alta dos preços e, consequentemente, o aumento nos índices de inflação.